domingo, 20 de fevereiro de 2011

É que eu sou tão humana.


É que sou tão humana que erro quando tento te mostrar que a saudade fica desenhada em minha testa quando você se vai. E erro mais do que por ser humana, erro por ser amante. Por querer te carregar para todos os lados e por onde o vento nos levar, e esse erro é o pior da minha parte menina. É que sou tão menina que sinto minhas mãos suando sempre que erro e o frio na barriga me diz que posso te perder (Como senti da primeira vez que encostei meu corpo ao seu). Tentei desenhar nuvens que não fossem de ilusões em todas as tardes do mês passado e consegui teu abraço-protetor numa dessas. E foi errando que descobri o quão culpada sou por um dia em que não vejo nascer por entre esses lábios, que parecem montanhas a espera do sol, o brilho dos seus dentes que formam um tal sorriso-de-menina. E foi por errar e ser tão humana que deixei o seu olhar distante quando o que eu mais queria era o encontro do meu olhar ao seu. Errar é ser tão humana e imperfeita que é preciso amar para que as flores possam nascer e espalhar o bom perfume-do-desejo. E é por ser tão humana e por errar como tal que jamais terei um amor desses que se vê em livro ou revista-de-fim-de-mês para lhe dar: pois meu amor é descrito nas linhas que surgem no meu rosto quando te vejo chegar. Meu amor erra e pede desculpas por ser imperfeitamente-perfeito. Meu amor é pão-de-cada-dia e água que rega as flores que nascem aos montes no nosso jardim de felicidade. Meu amor é o nosso amor como se fosse pintura a dois. E é por ainda ser tão humana, errante e amante, que me perco andando na contra-mão entre o resto do mundo que busca ser amado e não amar: por medo de amar e errar – tolos. É que sou tão menina-humana que chego a falar do amor como se eu o conhecesse de muito tempo passado e até chego a sorrir sozinha por isso, e o amor, esse de quem eu falo e já errei , sorri para mim e diz que estou no caminho certo: errando, mas amando e me apaixonando por ela todos os dias.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Gotas d'água no telhado e pensamentos no mesmo ritmo.


Abaixo das gotas d’água que caem do céu e o telhado do meu quarto que ampara todas elas (Como se fosse eu a te amparar em meu peito), estou eu com meus olhos colados na parede xadrez. E penso em tantas coisas, quase que no mesmo ritmo da chuva que cai sem parar; e eu não paro de pensar. Penso em todos os momentos em que falar bobagens nos parecia mais sério do que falar seriamente sobre bobagens. Em vezes as quais o silencio se fez presente. Espero a cada gota que bate no telhado com mais força para pensar no meu amor por você; a gota com mais força e o pensar em meu amor por ti se parecem bastante. Chego a lembrar daquele abraço em frente ao mar que me parece estar acontecendo no exato momento em que o descrevo e escrevo (O cheiro da terra molhada esta invadindo meu quarto e eu não posso evitá-lo). Minha pele sente como que por um vento vindo da janela pouco aberta o seu tocar no meu corpo me fazendo arrepios. E a chuva não para e não parece querer o fim e com o mesmo rumo que ela os meus pensamentos surgem e tomam minha mente (Nessa hora meu pensamento se encontrava perdido em você). A musica cantada por cada gota tocada ao telhado me leva a um cochilo inesperado e eu mal pude me arrumar na cama. Como quem toma um susto eu acordo sem saber o que aconteceu e já de inicio percebo o céu-azul que surge dentre nuvens da chuva que já não cai sobre o telhado. E eu simplesmente paro e penso, sorrio e olho pro lado direito da cama e parece ter a marca do seu corpo como se você estivesse dormindo ao meu lado.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Oque for preciso.


É que eu sempre vou fazer o que for preciso pra te ver sorrir.
Mesmo que me mate por dentro, mesmo que eu esteja enforcando minha alma.
São simples atitudes que movem o amor ao futuro, e esse amor que foi alimento do passado vai, com toda certeza, junto das mémorias, fortalecer o nosso amanhã.
São em dias inesperados, em que o tempo, abraçado as horas, passa tão rápido que chega a parecer com meu coração acelerado, me mostrando o valor de cada sorriso seu, e meu também, por que são nesses dias em que minha boca fica inquieta, sorrindo por tudo e por nada; “Dizem que quem ama, sorri sempre !”.
Inquieta de vontade por te beijar, por querer te falar a todo o instante o que sinto como um frio dentro de mim e que arrepia os pelos de meus braços.
E eu quero mais tempo, quero o maior tempo de todos tempos, para nele estar com você e só por você; sem contagem de minutos, segundos ou batidas de um coração; quero mesmo é te olhar em dias infinitos, te abraçar em eternidade, e te mostra que o “pra sempre” pode não existir, mas que farei eu e você chegar o mais perto dele o possível.

Entre meus erros.


Enquanto o vento fazia musica entre as folhas das arvores,
Eu me colocava de braços apoiados a um caderno velho sobre a mesa,
quase sem folhas; eu não podia errar.
Erros são inevitáveis, e corrigi-los é algo que não sei fazer;
Faço traços sob os mesmos, mas os deixo legíveis; 
Esquecer os erros cometidos é o melhor caminho para cometê-los novamente,
e eu quero não mais errar, não mais.
Mas se por um acaso houver de acontecer novamente, que não seja o mesmo erro...
Errei, fiz um traço sob o mesmo, e agora estou escrevendo;
Outra frase, outro texto, outra historia.
E nessa, espero acertar; acertar não em palavras ou coisas do tipo.
Acertar a ponto de fazer nascer o seu sorriso como antes; daquele jeito todo seu.
Seu abraço, quero-o novamente, como se fosse asas de um anjo envolto a meu corpo.
Acertar, da mesma forma que meu olhar acerta ao encontrar o seu.
Acertar e seguir no caminho que por muitos é dito como ‘ caminho errado’ ,
e é nessa hora que faço outro risco e escrevo ‘ caminho certo ‘ e assim quero continuar escrevendo.