segunda-feira, 28 de março de 2011

Estações que vão ficando para trás .


Cada estação do metro que fica para trás me trás uma lembrança, e eu, meia que sem notar, monto nossa historia como se fosse um quebra-cabeça. Talvez eu jamais tenha sido tão criança quanto fui quando, dentro do trem, uma folha branca ou dados-de-brinquedo me fizeram esquecer do tempo e quase não notar as estações passando. E ontem, enquanto tudo o que passava na janela ao lado me trazia pedaços de nós, eu sentia vontade de voltar, seguir o sentido contrario e te falar que não estou conseguindo sem você, olhando nos seus olhos. Senti vontade de voltar, sentar naquele banco do calçadão e ignorar o som do tempo que passava em cada relógio de pulso daquelas pessoas. Senti vontade de te olhar como quem deseja tocar. E no eco do som-aviso antes de cada estação eu já me encontrava perdida em pedaços-de-lembranças do seu sorriso que sempre me chama de besta, e talvez eu seja, talvez eu só queira ser besta e não ter a noção que o tempo esta passando e que ainda tenho algumas estações antes de chegar no meu destino, e pior, ainda tenho um começo de semana com o relógio de companhia e um leve toque de suas mãos sobrado em meu rosto.

quinta-feira, 24 de março de 2011

' A verdade (:

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' Na vida agente não sabe quem vamos conheçer e quem vem pela frente '
     Tudo na vida existe um porém , e existe também consequencias que nem nós mesmo podemos imaginar que pode aconteçer ' Conheçemos pessoas de vários tipos , conheçemos pessoas de várias vidas diferentse, mas TUDO é mais um pouco ! é realmente, vocês tão muito enganado , a vida ela é muito passageira e muito inesperada (: não sabemos oque pode aconteçer ! Apostamos fichas , apostamos a vida por essa pessoa, achamos que ela é tudo pra nós mas verdadeiramente não é , mas as vezes eu penso ,: PORQUE ? - porque isso tudo, pra que tanta maldade num ser humano ? - é realmente os homens é que não presta , mas agora to observando que existe mulheres também que tem um nível ridiculo ! Pois é , se colocarmos um espelho de frente pra nós é de frente pra pessoa que agente amar, vimos o par perfeito , mas pra que tanta certeza, se o futuro vai te mostra algumas coisas boa ou até mesmo oque você não queira ver ? - e isso é a vida ,e esse mundo que convivemos , um mundo no qual 'ninguém que ver ninguém feliz'!
 Pra vocês ver , o 'EU TE AMO' é usado hoje com tanta frequência , com tanta certeza , mas se no fundo não é , e apenas uma ilusão ! Porra , não fala eu te amo se não amar caralho :S' é , mas o mundo hoje podemos dizer que é um mundo de mentiras , um mundo do qual nos mesmo tropeçamos e as vezes não conseguimos forças pra nós levantar, mas sei que um dia eu vou ter amigos que vão me ajudar a enfrentar toda essa barreira, sei que vou ta firme é forte ! Agora vamos pra parte boa, oque é você ser amada ? é voce amar também ? - O medo de perder , [aaa] isso é prova de amor (: que 'ninguém' é capaz de olhar na sua cara é dizer 'você está mentindo' , mas bem , não tenhas medos de falar oque sente não tenhas medo de falar um 'eu te amo' SINCERO sem ter o medo de recebe o mesmo, porque você sim vai pode olhar pra trás é falar : 'eu lutei' isso sim, é o que te fortalece!!
     Não se deixe levar por causa de um amor, não se deixe mas cair lágrimas derramadas pela pessoa errada agente não tem culpa por está sofrendo ! Enfim, ame não espere por ninguém perfeito , porque principe encatado não existe ,não espere um lindo cavalo cheios de bordas de ouro, e você ser uma rainha e viver num lindo 'conto de fadas' , NÃO se iluda , sherek é desenho OK?
 Viva sua vida como si houvesse o amanhã, ame quem te ama (y' garanto a você que nada é ninguém vai separa o 'amor' tão forte que existe entre vocês  Porque não existe força maior do que a força do amor !

 Feito por : 'Annelyne Barbosa '

É a dor .


É que a dor, quando é insuportável, foge como lagrima por intermédio dos olhos. É dor de saudade, que abate e não cabe nesse coração que bate em um debate diário de lembranças riscadas em papel velho. É dor, que por não ter mais o sorriso-guardião em seu rosto, não consegue se esconder em nenhum outro lugar que não seja os olhos. É dor de desamor ou amor-de-mais. É dor de estar sozinha, de se sentir até mesmo sem fôlego e querer respirar o perfume da bela-flor e não tê-la em meu jardim todos os dias. É dor transformada em gotas pequenas que riscam minha camiseta e nem chegam a tocar o chão. É dor e nada mais que ela: e se a saudade tivesse sobre-nome esse seria “dor”. É dor do que se dizem chamar “amor” e que sente falta do que o alimenta. É dor por me parecer forte e mesmo assim chorar, feito criança machucada, quando a noite chega e dormir sozinha não me parece tão melhor quanto ficar acordada e contar cada lagrima rolada no travesseiro até que o sono pese mais que minha própria solidão. É dor por saber que o relógio não conta até sessenta como eu quando contava brincando de piquesconde. É dor por saber que não á tenho mais e o calendário pendurado na parede, que não me deixa esquecer, me disse que até a eternidade o travesseiro pode virar um pequeno lago. E a dor, seja ela da saudade ou coisa qualquer, parece ter uma sede-de-lagrimas insaciável e a todo instante me pede ao menos uma gota que seja.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Um dia e nada mais .


As horas que ainda tenho sem você estão me deixando mais louca a cada tic-tac do relógio. E agora, tudo o que eu queria era um dia e nada mais. Um dia em que ao acordar eu brindo em saber que eu tive uma noite-bem-dormida porque sonhei com você. Um dia em que eu não preciso procurar fora do quarto qualquer coisa que me faça sorrir: ao seu lado meu sorriso parece uma largata num casulo e nasce feito borboleta, assim, do nada. Nada mais que um dia em que eu possa dizer que te amo antes do dia amanhecer. Um dia em que eu possa sentir seu abraço matinal como se fosse o da primeira vez que ficamos juntas. Um dia que me falta no dia-a-dia de segunda a sexta quando tudo esta aqui: as lembranças, nosso cheiro, seus abraços, mas me falta aquele carinho que chega sem jeito e me deixa quieta como criança-carente. O que quero tem o nome de um dia e nada mais, como aquele primeiro, ou talvez como o segundo, ou o terceiro que te encontrei por ai. É um dia e nada mais que te peço, com sol ou com chuva, não me importa o mundo lá fora. O que quero me remete a saudade e me deixa a ponto de pensar na esperança que nunca tive até que me vi olhando para o relógio, de segundo em segundo, esperando que já se fossem mais de meio-dia. E as horas vão passando devagar como se o relógio estivesse sem força. O que eu quero é um dia e nada mais, e que o relógio não se recupere dessa doença que o deixa sem força nesse dia ou que o frio congele o tempo lá fora.

terça-feira, 22 de março de 2011

E se nada funcionar .


Volte para seu lugar, volte para sua casa. Se aconchegue com seu travesseiro, vista uma camiseta enorme e afunde suas magoas dentro do espaço, alimente este sentimento com um café forte, esconda seu silêncio em suas lágrimas... Mas não deixe cair, não mesmo. Pois esse chão que está te segurando ainda me pertence, basta eu fechar os meus olhos e sentir que cada milímetro do meu corpo ainda chama por você. E meus soluços aumentam a cada lembrança sua. E eu me pergunto: quando você vai voltar ? Quando a minha alma já não conseguir sentir seu calor. Talvez quando você volte, eu já não estarei mais aqui. Talvez eu esteja perdida em algum lugar olhando para o céu naquele momento vai faltar ar, pois vou perceber que o tempo todo você esteve livre, enquanto eu estava adaptada com a idéia de que você ainda fosse minha.

domingo, 20 de março de 2011

Quero uma dose do que me falta .


Estou mais magra. Olheiras consomem o meu rosto e me deixam com uma aparecia de ex-visitante-de-hospital. Não sei ao certo o que esta acontecendo: e nem quero saber. Fato é que tenho medo de estar totalmente doente. E hoje, depois de mais um dia de doses de memórias que só alimentam a saudade, me senti fraca e com as pernas tremendo como se batesse um vento forte em varas-de-bambu. E não é de hoje que vem me acontecendo isso, me sinto mal quase que sempre: só não me sinto mal quando tenho ela ao meu lado. Não sei se, de fato, me curo sempre que me alimento de sorrisos que nascem nos lábios dela, ou se eu simplesmente nem noto que minhas pernas estão fracas. É ruim admitir que não estou bem, e pior ainda é aceitar que estou cada dia pior com tudo que está acontecendo. Nem mesmo meu sorriso meio fosco e torto aparece durante o dia, e meu olhar, esse já quase não me atrai de frente ao espelho. Escrever tem me parecido uma tortura sem fim: fico angustiada com tudo e com as pernas balançando em movimento acelerada sempre que pego a caneta e qualquer resto de papel. Minha cabeça não esta pensando direito, e eu, sem muito entender, uso o telefone para injetar certa dose da voz que acalma minhas pernas e acelera o coração. Eu sorrio para o céu e agradeço a quem possa estar me ouvindo. Agradeço por ser amada e amar, agradeço com um sorriso fosco e torto que surge e desvia a lagrima-escorrida p’ro canto da boca e que não é admirável, agradeço e peço para não me deixar faltar ao menos uma dose do que me mantem o coração nessas batidas que seguem o relógio-da-saudade. E agradeço por já me sentir melhor e até sorrir. Esse é o efeito da dose do meu remédio.

quarta-feira, 16 de março de 2011

No fim de tudo .


É simples, ou ao menos deveria ter sido.
Não vou colocar dificuldade só por eu não conseguir abrir a boca e soltar algumas palavras.
É tão simples quanto abrir uma porta; só se precisa da chave certa.
E agora, depois de muito pensar, e até mesmo, nem pensar em nada, é que eu descobri o quanto fui tola em acreditar que saberia esconder oque eu sinto por você . Talvez eu só precisasse de uma flor amarela, roubada de um jardim, ali de perto da sua casa, ou um sorriso meu mesmo; assim, meio que sem jeito, jogado de canto de boca, logo depois de pegar na sua mão em meio à multidão. Talvez eu só precisasse de uma tatuagem feita com tinta de caneta, no braço ou até mesmo no peito, e nela poderia ter parte do nosso passado; duas bonequinhas de palito se abraçando. Talvez, em um banco de praça quando encosto minha cabeça em seu colo; talvez nesse momento eu já soubesse, em palavras pensadas, o que te falar, mas o talvez me mostrou mais uma vez o silencio de tudo e todos, só para que eu ouvisse o som do seu coração que bate na mesma freqüência que o meu.
Não sei, talvez, de certo, eu só precisasse de um olhar, um abraço apertado e um daqueles carinhos que te faço. Talvez assim tudo ficasse claro, legível, e qualquer coisa mais que denomine o ato de entender, que no fim de tudo, eu simplesmente, amo você.!

A beleza em ser amor .


Horas intermináveis se alongam em um relógio de ponteiro na parede do quarto e eu só conto os sessenta segundos finais de cada uma delas.
Não me admito solitária assim como estou hoje e não me quero assim quando o sábado chegar. Espero por dias que conto nos dedos das mãos o sol aparente de uma tarde de fim de semana (Já sabendo que com o sol você virá). E como eu espero cheia de vontades: e elas são tantas que chego a sentir o seu cheiro diversas vezes em que só estou a pensar na sua pele. E me faço calma e paciente por saber que minha pressa de nada vai valer e não vai mudar a cor do céu-de-dia para cor de céu-de-noite. Hoje, já me faço feliz por toda a felicidade que você deixou guardada em meu peito de todas as vezes que
eu sentir você me acariciar e afirmar dizendo em meu ouvido esquerdo que me ama. E já não me faço montadora de motivos para não enxergar o que esta em minha frente como espelho que reflete todos os meus dentes e por dentre eles uma vontade louca de chamar teu nome baixinho e dizer que te amo igual à noite passada. À noite a qual pude descobrir que o amor tem sua beleza e pode ser dividida em três corações que batem em uma só sintonia (O terceiro coração descobri quando encostei meu ouvido em sua barriga e tudo ao redor se fez em silencio pro meu querer). E hoje sei mais do que ontem e saberei amanhã bem menos que hoje de que encontrei e descobri entre as horas infinitas em um relógio de parede, dias com duas cores, uma cama bagunçada e um sorriso tímido no espelho: a beleza de ser amor.

quinta-feira, 10 de março de 2011

O mendigo da incerteza .


É por medo de acreditar que as pessoas comentem o erro de se proteger criando, como se fosse um casulo, armadura ou coisa semelhante, o sentimento da incerteza. E é por medo também que não fecham os olhos e se deixam levar pelo som da respiração de quem se ama. É por medo que se finge feliz enquanto tudo o que se tem são magoas guardadas dentro de um pedaço de tecido esquecido no peito. É por medo e nada além que sorrisos se escondem atrás de perguntas sem pé nem cabeça. É medo de quebrar a cara novamente, e de novo, e de novo, por amar ou por ser amado. É medo de segurar em uma mão estendida a você e deixar que o corpo da mesma te guie sem rumo, sem sentido e sem medo. É por medo de abrir a porta enquanto chove e, pensar que a água pode invadir a casa, que todos morrem de sede-de-paixão. É medo, simplesmente, medo de não ser amor enquanto se pode amar. É medo de abraçar com braços feito corrente a causa nobre do aquecedor calor de um corpo que ama. Medo de encontrar no futuro o mesmo erro que aconteceu no passado, mesmo se sabendo que vivemos em um presente e os demais, já se foram ou possivelmente, não virão. É medo de repetir aquela dose de olhares aprofundados e interrogativos em meio a multidão. Nada mais que medo de ser feliz no amor e com o amor e esquecer que resto do mundo existe. É medo ter fome e não conseguir se alimentar com só uma fonte do que te faz bem. E é no medo que nos fazemos frutos do orgulho e nos iludimos de fronte ao espelho. E é nesse medo e com esse medo que eu não tenho medo de ter medo: e elevo minhas mãos de olhos fechados sem deixar que nenhuma gota do meu amor me escape por entre os dedos, pois acredito que meu amor é seguro, tão seguro que me abraça e tira os pés do chão sem receio de que eu o solte. E é com esse amor e por ele que meu medo virou mendigo nas ruas das incertezas: e na porta do que chamo de eu&você ele não baterá novamente.

Talvez amanhã .


Como se não me bastasse uma noite mal dormida, os olhos vermelhos e o café frio na xícara amarela, tenho que me contentar com esse dia mal acordado, sem sol e nem canto de passarinho algum. E eu que só queria um pouco de luz solar dentro desse quarto para que eu pudesse melhor enxergar cada letra colocada aqui. Eu que não preciso de muito para ser feliz estou me lamentando e jogando nessa ultima folha branca os restos que me restam e vazam por meio dos meus olhos úmidos e avermelhados. E nessa casa aonde cada vão tem dois, três ou até quatro traços do seu corpo, eu me perco e me encontro deitada nesse sofá perto da porta de entrada esperando um som fraco e acelerador pro meu coração-meio-parado. E já me faço entediada com o som do relógio-de-ponteiro que só repete a mesma coisa todo o tempo e o tempo parece parado. E nessa inacabável hora-de-solidão me conforto e me apego em cada fleche do seu sorriso que vejo como miragem do teto da sala. E tenho que me contentar com tal miragem e me manter nesse deserto sem que eu possa matar minha sede-de-seus-beijos até que você me venha amanhã, ou talvez, no final de semana sem miragem.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Um dia de clown.


Hoje eu acordei de maneira diferente.
Foi estranho, admito.
Mas, por outro lado, bom demais.
Acordei e sentei na beiradinha da cama, ali coloquei meus pés no chão e pensei...
mas não pensei em algo, pensei em alguém...
Foi ai que baixei a cabeça e um sorriso surgiu em meu rosto, como se fosse uma nascente de águas clarase com um som de calma que te faz fechar os olhos...e nesse momento, quando fecho os olhos, me vem a imagem mais linda de todas...
Vejo o que, provavelmente, fez com que o sorriso invadisse minha manhã e tomasse meu rosto ...
Vejo o que, com toda a certeza desse mundo , faz o meu coração acelerar, acelerar mais do que um calhambeque 78 em uma estrada federal ...
Vejo seu rosto, e nele vejo o mais belo dos sorrisos e o olhar mais brilhante de toda uma multidão.
E afirmo novamente, foi estranho.!
Não sei o que me leva a acreditar que tudo isso não tenha passado de um simples sonho,
mas tenho certeza de que ao tocar os pés no chão e sentir o frio que veio até a minha barriga e fez de mim refém de um medo o qual a muito não sentia;
Percebi que o grande se torna pequeno demais perto do seu olhar e sorriso.
Talvez os meus dias sejam assim daqui pra frente ...
Um dia de sorrisos bobos, de pensamentos esperançosos, de olhares cheios de vontade...
Um dia de clown ...