quinta-feira, 10 de março de 2011
Talvez amanhã .
Como se não me bastasse uma noite mal dormida, os olhos vermelhos e o café frio na xícara amarela, tenho que me contentar com esse dia mal acordado, sem sol e nem canto de passarinho algum. E eu que só queria um pouco de luz solar dentro desse quarto para que eu pudesse melhor enxergar cada letra colocada aqui. Eu que não preciso de muito para ser feliz estou me lamentando e jogando nessa ultima folha branca os restos que me restam e vazam por meio dos meus olhos úmidos e avermelhados. E nessa casa aonde cada vão tem dois, três ou até quatro traços do seu corpo, eu me perco e me encontro deitada nesse sofá perto da porta de entrada esperando um som fraco e acelerador pro meu coração-meio-parado. E já me faço entediada com o som do relógio-de-ponteiro que só repete a mesma coisa todo o tempo e o tempo parece parado. E nessa inacabável hora-de-solidão me conforto e me apego em cada fleche do seu sorriso que vejo como miragem do teto da sala. E tenho que me contentar com tal miragem e me manter nesse deserto sem que eu possa matar minha sede-de-seus-beijos até que você me venha amanhã, ou talvez, no final de semana sem miragem.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário