domingo, 13 de fevereiro de 2011

Gotas d'água no telhado e pensamentos no mesmo ritmo.


Abaixo das gotas d’água que caem do céu e o telhado do meu quarto que ampara todas elas (Como se fosse eu a te amparar em meu peito), estou eu com meus olhos colados na parede xadrez. E penso em tantas coisas, quase que no mesmo ritmo da chuva que cai sem parar; e eu não paro de pensar. Penso em todos os momentos em que falar bobagens nos parecia mais sério do que falar seriamente sobre bobagens. Em vezes as quais o silencio se fez presente. Espero a cada gota que bate no telhado com mais força para pensar no meu amor por você; a gota com mais força e o pensar em meu amor por ti se parecem bastante. Chego a lembrar daquele abraço em frente ao mar que me parece estar acontecendo no exato momento em que o descrevo e escrevo (O cheiro da terra molhada esta invadindo meu quarto e eu não posso evitá-lo). Minha pele sente como que por um vento vindo da janela pouco aberta o seu tocar no meu corpo me fazendo arrepios. E a chuva não para e não parece querer o fim e com o mesmo rumo que ela os meus pensamentos surgem e tomam minha mente (Nessa hora meu pensamento se encontrava perdido em você). A musica cantada por cada gota tocada ao telhado me leva a um cochilo inesperado e eu mal pude me arrumar na cama. Como quem toma um susto eu acordo sem saber o que aconteceu e já de inicio percebo o céu-azul que surge dentre nuvens da chuva que já não cai sobre o telhado. E eu simplesmente paro e penso, sorrio e olho pro lado direito da cama e parece ter a marca do seu corpo como se você estivesse dormindo ao meu lado.

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